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Por que somos tachados?!

Uma vez comentei para uma colega de trabalho o quanto eu deixava algumas coisas que eu comia cair na mesa ou no chão sem querer (depois eu sempre limpo..rs) e ela disse: “Nossa! Que coisa de menino”.
Outro dia essa mesma colega observou a porta do meu armário quebrada e disse: “Você devia ter nascido menino”.

Em outra ocasião ouvi minha irmã caçula falando para uma colega o quanto gostava de esportes, em especial futebol e que quando era mais jovem até jogava em um clube infantil, a colega dela se abismou e disse: “Isso não é esporte para meninas”.

Na minha adolescência me formei no curso técnico de “Mecatrônica”, e meus caros, nem preciso dizer o quanto já ouvi a respeito, gente que dizia que eu devia optar por algo voltado a humanas e que devia ser ruim estudar só com rapazes. Só tinha eu e mais uma  garota na classe, e isso nunca nos impediu de gostar do curso, fizemos muitas amizades e por sempre ter áquele preconceito nítido ou escondido, eu me esforçava cada vez mais para mostrar o quanto somos competentes. Não querendo me gabar, mas eu estava entre os melhores alunos do curso.

Na Universidade eu tinha um professor muito intelectual, educado e que gostava de usar mocassins, e até hoje não sei porquê o tachavam de “gay”. Até agora não entendo porquê achavam que uma vizinha minha era gay só porquê andava de skate.

Um hobby, uma roupa, uma moradia isso não define ninguém e por que temos que classificar todo mundo? Já não basta as divisões socio-econômicas?

Que cultura é essa que estabelece que só os meninos quebram coisas e derrubam coisas? Que cultura é essa que o homem não chora? Que cultura é essa que cursos universitários são divididos por gêneros?

E tem gente que vai dizer que isso não existe, que estou falando bobagem e que os tempos mudaram. Os tempos mudaram, mas ainda não melhoram o suficiente. Ainda há olhares acusadores em toda parte. Se liberte, e seja quem você realmente é independente do rótulo que lhe puserem.

Se todos tivessem mais amor próprio, o amor ao próximo seria mais fácil.

Fácil assim: Sou heterossexual, derrubo coisas, quebro coisas e amo exatas. Seja feliz!

E mais uma vez cito uma pessoa inspiradora atualmente, Chimamanda Ngozi Adiche, abaixo uma palestra dela á respeito de tudo que falei e muito mais.

 

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